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História

 

Resumo Histórico

 Segundo antigos moradores da região, por volta de 1850, uma enchente que desviou o curso do rio Jiquiriçá provocou total destruição de um pequeno povoado que existia na sua margem direita. Os moradores do local sinistrado reuniram-se e construíram uma capela sob a invocação de Nossa Senhora das Dores, dando início, assim, a um novo povoado, na margem esquerda do rio, e um pouco abaixo da Cachoeira do Estouro. Em virtude da existência de enormes lajedos nas proximidades, o povoado passou a denominar-se Nova Laje. Em 1864, criou-se a freguesia de Nossa Senhora das Dores de Nova Laje, cuja sede foi transferida, em 1870, para a capela de Nossa Senhora da Conceição do Cariri, povoado vizinho. A Sede da freguesia retornou a Nova Laje em 1884, com o nome de Nossa Senhora da Conceição do Cariri de Nova Laje. A povoação progrediu com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro de Nazaré, em 1901, ampliando-se bastante o número de habitação em torno da Estação Ferroviária ali edificada. Os nativos de Laje são chamados lajistas.

HISTÓRIA DE LAJE

De acordo com a tradição popular, uma enchente, desviando o curso do rio Jiquiriçá, provocou uma enorme destruição de um povoamento localizado à margem direita. Após o fato, os habitantes do local edificaram uma capela em louvor a Nossa Senhora das Dores em um ponto à margem esquerda e abaixo da cachoeira do Estouro, ficando protegidos de surpresas e rigores das enchentes periódicas. Por conta da existência de enormes lajedos, nas proximidades, o povoado foi denominado de Nova Laje. Município criado com o território do distrito de Nova Laje, desmembrado de Aratuípe e recebendo a denominação de Vila de Laje, por Lei Estadual de 20.07.1905. A sede foi elevada à categoria de cidade através Decreto Lei Estadual de 30.03.1938. E seu primeiro prefeito foi o senhor Leonel de Caldas Brito. Jiquiriçá fez parte do movimento colonizador do século XVII, 1668 quando os bandeirantes foram pelo Rio Jaguaripe em direção a Ilhéus. Na mesma data Paulo de Argollo estabeleceu-se com Bernardo Ribeiro obtendo a sesmaria. As matas de vinhático do Jiquiriçá eram conhecidas por Senhor do Bonfim das Velhas, depois Velhas e citadas em várias Cartas Régias no Brasil Colonial. Suas terras foram descobertas e conquistadas pelo bandeirante Aguiar Banige, no século XVIII. (Dicionário Geográfico e Histórico da Bahia/ Borges de Barros). A freguesia de Santo Antonio do Jiquiriçá foi criada, ainda no século XVIII, conforme registrou o vigário Felix Gonçalves da Silva, em 1757. Estando a maior parte das terras cobertas por florestas que abrigavam várias aldeias de índios pertencentes aos grupos Tupiniquim e Tupinaé. Todo o Recôncavo é demarcado por rios perenes: Paraguaçu, Serigi, Jaguaripe, Da Dona, Jiquiriçá, Una... A importância desses rios é a fixação do homem, facilitando sua vida. Citando o Jiquiriçá os povoados e vilas que ai se formaram não foi diferente do que aconteceu no Paraguaçu, Jaguaripe, dentre outros. As culturas da cana-de-açúcar, da mandioca e a utilização das matas foram o sustentáculo da alimentação e da riqueza no período colonial. Já se plantava cana-de-açúcar no primeiro quartel do século XIX, nas terras tipo “salão”, diferentes do massapé do restante Recôncavo Baiano. A Cidade de Laje situa se a sudeste do Recôncavo Baiano. “Mem de Sá o conquistador do Recôncavo” (Wanderley Pinho, p.37). O povoamento dos colonos portugueses no Recôncavo foi lento devido a resistência dos índios sendo apenas vencida com o terceiro Governador-Geral Mem de Sá que derrubou esta resistência exterminando grandes aldeamentos. Assim é que os índios Paiaiás permaneceram hostis no Vale do Paraguaçu incendiando fazendas e engenhocas até a segunda metade do século XVII. Em 1854, já há registro do funcionamento de onze engenhos e engenhocas com produção considerável de arrobas de açúcar. 1° engenho – pertencente a Francisco Chagas Guimarães que trabalhava com roda d’água e plantava 50 tarefas de terras. Possuía 16 escravos, 4 empregados livres e 2 cavalos. Produzia duas mil arrobas de açúcar. 2º engenho – propriedade do Padre Antonio Porfiro de Barros, com roda d’água plantando 30 tarefas de terras e não possuía escravos; tinha 10 empregados livres, 6 cavalos, 8 bois. Produzia mil e duzentas arrobas de açúcar. 3° engenho – propriedade de Cipriano Francisco de Oliveira, com água plantando 40 tarefas de terras e possuía 14 escravos, 4 libertos, 10 bois, 8 cavalos. 

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Lage, pela lei provincial nº 929, de 02-05-1864, subordinado ao município de Aratuípe. Elevado à categoria de município com a denominação de Lage, pela lei estadual nº 595, de 20-07-1905, desmembrado de Aratuípe. Sede na antiga povoação de Nova Lage. Constituído do distrito sede. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Pelo decreto estadual nº 8296, de 07-02-1933, foram criados os distritos de Capão e Engenheiro Pontes e anexados ao município de Lage. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Lage, Capão e Engenheiro Pontes. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, município aparece grafado Laje é constituído de 3 distritos: Laje (ex-Lage), Capão e Engenheiro Pontes. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município permanece constituído de 3 distritos: Laje, Capão e Engenheiro Pontes. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. Retificação de grafia Lage para Laje, alterado em 1944-1948.

 

 

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Economia

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Hino de Laje

Doravante, confiantes
Vamos todos os filhos desta terra
Erguer mais alto a nossa bandeira
E amando-a de coração
Gritar o nosso amor com gritos fortes
E com braços fortes abraçar nossos irmãos.

Laje, Laje,
Laje terra do meu coração.

São teus monte, tuas matas
Dádivas da natureza
São teus rios e cascátas
Prova de eterna grandeza
Teus campos verdes
Tuas lindas Flores
São dois amores que enriquecem sua beleza

Letra: João Batista dos Santos (Jojó)

Música: Miro e Uberlúcio

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